Segundo Lacan “amar é dar aquilo que não se tem”.Quem ama dá ao outro o amor que não se tem, demandando o retorno do amor deste outro, assim fantasiando ser preenchido por ele. Mas Lacan em seu livro seminário “Mais ainda” ele diz que amor, ódio e ignorância são os mesmos sentimentos, lembrando-me uma crônica do Rubem Alves que relata a discórdia entre Deus e o diabo para saber qual a força que usariam para unir os casais. O diabo defendeu o uso do ódio, mas Deus escolheu o amor. Então sentimos amor e ódio pela mesma pessoa? Podemos tratá-la também com ignorância?
Freud nos diz que o ódio vem antes do amor e nossos sentimentos em relação ao outro oscilam entre amor e ódio, ou seja, quanto mais amamos, mais somos capazes de odiar; quanto mais próximos, mais queremos destruir este amor, aprisionando-o em uma trama de sentimentos. Será que somos capazes de liberta que amamos? E será que continuaremos amando sem sentimentos de posse?
Conforme Rubem Alves “quem ama liberta”. Libertar alguém que amamos é dá-lhe oportunidade de viver sua vida, sendo guiado por seu desejo, respeitando o seu direito humano de viver, de desejar e ser livre para escolher o que lhe apraz. Só somos capazes de realizar a libertação de quem amamos quando percebemos quanto somos escravos da presença do outro para amarmos, demandando o seu amor e assim tentando tamponar algo do vazio. Será que aprisionamos o outro para continuarmos alimentando nossas fantasias, assim permanecendo no prazer e fugindo da realidade dura e cruel?
A posição que o outro ocupa em nossa fantasia é como objeto “a” descrito por Lacan, portanto este amor é fantasia e assim podemos usar matemática da fantasia: lt; >a . A fantasia é do sujeito barrado ($),divido pelo significante do nome-do-pai, estando no simbólico. Este sujeito castrado vivenciou as etapas do complexo de Édipo.
Libertar quem amamos é se libertar para amar o mundo, redistribuindo sua libido, sua pulsão em busca de novos objetos de desejo. Como o desejo só ocorre no simbólico, ele nos protege do encontro com o Real, com a castração, pois não gozamos no simbólico. Toda vez que relacionamos com o outro no simbólico, podemos obter prazer através do sentido que elaboramos nas trocas simbólicas, mas sempre havendo restos que conduzem à geração de novos desejos. Portanto sempre haverá resíduos que nos farão reencontrar com aquele objeto, que como objeto parcial é representado pela fala. Lacan explica que o objeto de desejo e de gozo, ou seja, “objeto a”, produz somente um gozo parcial, sendo representante dos objetos perdidos: olhar, a fala, mamas, excrementos e o falo. Na busca destes objetos de gozo, o sujeito deseja reencontrá-los que como parciais foram perdidos, protegendo-nos do gozo simbólico. Este mecanismo nos faz entrar novamente no circuito do desejo, mantendo-nos nesta buscar impossível .
Desejar que o outro seja fiel ao seu desejo, pode ser possível quando bancamos nossos próprios desejos, sendo fieis aos desejos de nosso inconsciente. Descobrir a respeito do desejo do inconsciente é ter coragem de enfrentar o desconhecido de onde vem o pensamento, que traduzido na fala e na escrita poderá ser analisado, aflorando o desejo, cujo objeto se insere entre as lacunas dos deslizamentos da cadeia significante.
Como sujeito, somos significantes para outros significantes, portanto à medida que deciframos algo do inconsciente e seus desejos, podemos bancá-los ou não. O desejo faz gerar o entusiasmo que colocamos nestes enfrentamentos e a firmeza com que nos posicionamos a partir dele, fazendo-nos descobrir que somos capazes de mudar tudo à nossa volta. O sujeito é significante para outros significantes, cujo desejo aflora na fala, fazendo mudanças em nossa relação com os outros, e em contrapartida fazendo também mudanças nas posições subjetivas do outro.
Deixar o outro livre para viver é dar a oportunidade de ambos se escreverem como sujeitos desejantes na cultura, realizando o desejo de serem reconhecidos pelos outros através da sublimação, assim, indo além deste outro amado e fantasiado, para ser agente de mudanças dentro da cultura, restando no final da existência como signo eterno .(Crascante)
Freud nos diz que o ódio vem antes do amor e nossos sentimentos em relação ao outro oscilam entre amor e ódio, ou seja, quanto mais amamos, mais somos capazes de odiar; quanto mais próximos, mais queremos destruir este amor, aprisionando-o em uma trama de sentimentos. Será que somos capazes de liberta que amamos? E será que continuaremos amando sem sentimentos de posse?
Conforme Rubem Alves “quem ama liberta”. Libertar alguém que amamos é dá-lhe oportunidade de viver sua vida, sendo guiado por seu desejo, respeitando o seu direito humano de viver, de desejar e ser livre para escolher o que lhe apraz. Só somos capazes de realizar a libertação de quem amamos quando percebemos quanto somos escravos da presença do outro para amarmos, demandando o seu amor e assim tentando tamponar algo do vazio. Será que aprisionamos o outro para continuarmos alimentando nossas fantasias, assim permanecendo no prazer e fugindo da realidade dura e cruel?
A posição que o outro ocupa em nossa fantasia é como objeto “a” descrito por Lacan, portanto este amor é fantasia e assim podemos usar matemática da fantasia: lt; >a . A fantasia é do sujeito barrado ($),divido pelo significante do nome-do-pai, estando no simbólico. Este sujeito castrado vivenciou as etapas do complexo de Édipo.
Libertar quem amamos é se libertar para amar o mundo, redistribuindo sua libido, sua pulsão em busca de novos objetos de desejo. Como o desejo só ocorre no simbólico, ele nos protege do encontro com o Real, com a castração, pois não gozamos no simbólico. Toda vez que relacionamos com o outro no simbólico, podemos obter prazer através do sentido que elaboramos nas trocas simbólicas, mas sempre havendo restos que conduzem à geração de novos desejos. Portanto sempre haverá resíduos que nos farão reencontrar com aquele objeto, que como objeto parcial é representado pela fala. Lacan explica que o objeto de desejo e de gozo, ou seja, “objeto a”, produz somente um gozo parcial, sendo representante dos objetos perdidos: olhar, a fala, mamas, excrementos e o falo. Na busca destes objetos de gozo, o sujeito deseja reencontrá-los que como parciais foram perdidos, protegendo-nos do gozo simbólico. Este mecanismo nos faz entrar novamente no circuito do desejo, mantendo-nos nesta buscar impossível .
Desejar que o outro seja fiel ao seu desejo, pode ser possível quando bancamos nossos próprios desejos, sendo fieis aos desejos de nosso inconsciente. Descobrir a respeito do desejo do inconsciente é ter coragem de enfrentar o desconhecido de onde vem o pensamento, que traduzido na fala e na escrita poderá ser analisado, aflorando o desejo, cujo objeto se insere entre as lacunas dos deslizamentos da cadeia significante.
Como sujeito, somos significantes para outros significantes, portanto à medida que deciframos algo do inconsciente e seus desejos, podemos bancá-los ou não. O desejo faz gerar o entusiasmo que colocamos nestes enfrentamentos e a firmeza com que nos posicionamos a partir dele, fazendo-nos descobrir que somos capazes de mudar tudo à nossa volta. O sujeito é significante para outros significantes, cujo desejo aflora na fala, fazendo mudanças em nossa relação com os outros, e em contrapartida fazendo também mudanças nas posições subjetivas do outro.
Deixar o outro livre para viver é dar a oportunidade de ambos se escreverem como sujeitos desejantes na cultura, realizando o desejo de serem reconhecidos pelos outros através da sublimação, assim, indo além deste outro amado e fantasiado, para ser agente de mudanças dentro da cultura, restando no final da existência como signo eterno .(Crascante)
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